Fumsoft receberá startups do Programa Start-Up Brasil do Governo Federal

Por Karen Kornilovicz Em 1° de março de 2013 Virgílio Almeida, secretário de Política de Informática do Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação (MCTI), anunciou em evento realizado nesta quinta-feira, 28 de fevereiro, em São Paulo, as nove aceleradoras selecionadas na primeira etapa do programa Start-Up Brasil. Ele integra o Programa Estratégico de Software e Serviços de Tecnologia da Informação — TI Maior, cujo objetivo é fomentar a indústria de software e serviços de TI no Brasil. Uma delas será instalada em Minas Gerais e terá como base física a Fumsoft, Agente SOFTEX em Minas Gerais. A iniciativa de participação no Start-Up Brasil foi liderado pelas entidades que representam o setor no estado (Assespro-MG, Fumsoft, Sindinfor e Sucesu-MG) por meio do Projeto Acelera-MG. “A Fumsoft já atua com incubação de empresas há 20 anos e a partir do lançamento do edital articulamos a montagem de um projeto diferenciado, reunindo parceiros importantes e totalmente orientado a resultados. Temos muitas aceleradoras no estado, mas faltava a estrutura que chega agora dentro do arcabouço do Programa Start-Up do MCTI”, ressalta seu presidente, Thiago Maia, complementando que uma das propostas de trabalho é fomentar o desenvolvimento de software para atividades econômicas de vocação do estado, como energia e mineração. Um total de 23 propostas foram encaminhadas para avaliação da banca examinadora, composta por membros do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e do MCTI. Para a escolha das aceleradoras, foram considerados critérios como redes de investidores, parcerias estratégicas, relacionamento com academias, experiência institucional e cadeia internacional. Além do Projeto Acelera-MG, outras oito propostas foram selecionadas: Aceleratech, 21212, Microsoft, Papaya, Pipa, Wayra, Outsource e StartYouUp. Cada uma das aceleradoras deverá apoiar entre oito e dez empresas nascentes, totalizando até 100 startups, sendo até 25% delas de origem internacional. “As aceleradoras terão o compromisso de colocar as startups com ideias inovadoras rapidamente no mercado. O papel do MCTI é criar um ambiente favorável no setor de TI para estimularmos o nascimento de novas empresas. O governo quer criar startups capazes de competir em nível internacional”, disse Virgílio Almeida. O valor do investimento privado entre as aceleradoras selecionadas está previsto em R$ 36 milhões, sendo R$ 25 milhões para o aporte financeiro e o restante para business services (serviços variados como infraestrutura, equipamento etc.). Além da verba aportada pelo setor privado, o governo investirá outros R$ 14 milhões nesse programa e mais R$ 200 mil para pesquisa e desenvolvimento em cada uma das startups selecionadas. Ao final do período de um ano, elas serão avaliadas pelos investidores. “É fundamental que aumentemos de forma significativa a base de empresas brasileiras inovadoras e competitivas para que o Brasil possa se destacar e ampliar a sua presença nos principais mercados mundiais. As novas companhias que deixarão as aceleradoras em um prazo de até um ano já nascerão robustas, com musculatura e preparadas para competir no mercado internacional”, analisa Marcos Mandacaru, vice-presidente executivo da SOFTEX. A segunda etapa do Programa Start-Up Brasil envolve o lançamento, até o final do mês de março, do edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI) para definir as regras de seleção das startups que serão aceleradas. Em junho deste ano está previsto o início o processo de aceleração, que terá duração de seis meses a um ano. A estrutura de apoio às startups contempla contato com mentores e investidores; financiamento a projetos inovadores de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D); consultoria tecnológica e de mercado; parcerias com universidades; institutos de pesquisa e incubadoras; contatos junto a grandes companhias nacionais e internacionais e facilidades de acesso ao mercado. Além da aceleração de 190 empresas nascentes até 2015, as ações do Programa Start-Up Brasil incluem a estruturação de um polo internacional para atração de investimentos, apoio à captação de recursos de fundos internacionais de venture capital e presença institucional do Brasil no Vale do Silício (EUA).