Diversidade como motor da inovação

No dia 11 de fevereiro, quando se celebra o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, o Softex Mulher propõe uma reflexão sobre a urgência de ampliar a diversidade no setor de Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs).

Embora as mulheres representem 51,5% da população brasileira e 44,7% dos vínculos formais de trabalho, seguem sub-representadas em posições técnicas e estratégicas no setor de TICs.

De acordo com a quarta edição do estudo W-Tech, produzido pelo Observatório Softex, unidade de pesquisa e inteligência estratégica dedicada ao apoio à formulação de políticas públicas para o setor, as mulheres correspondem a apenas 19,2% das especialistas em Tecnologia da Informação no Brasil. São cerca de 89,7 mil profissionais, frente a quase 470 mil em atividade no país.

O Global Gender Gap Report 2025 estima que o mundo levará 123 anos para alcançar a paridade plena entre homens e mulheres. No Brasil, o índice de participação e oportunidade econômica feminina recuou para 66,2%, posicionando o país na 96ª colocação no ranking global. Segundo projeções do Observatório Softex, para atingir a paridade de gênero no setor de TI até 2030, seria necessário incorporar 53,5 mil novas mulheres por ano. Mantido o ritmo atual, esse equilíbrio só seria alcançado por volta de 2110.

Apesar do cenário desafiador, há sinais consistentes de mudança. As mulheres já representam 29,8% das concluintes em cursos de Inteligência Artificial, percentual superior à média global, de 22%. Na área de cibersegurança, respondem por 17% da força de trabalho, enquanto na economia verde digital ocupam 28% das vagas. Esses indicadores demonstram que, quando existem estímulo, apoio e visibilidade, o avanço feminino é possível e sustentável.

Fortalecer a diversidade é investir no futuro da tecnologia brasileira. A inovação só se consolida quando caminha lado a lado com a inclusão. Isso exige ações contínuas, políticas estruturadas, indicadores de acompanhamento e o engajamento efetivo de governo, empresas e academia, para que as mulheres ocupem, de forma plena, os espaços de decisão e liderança na transformação digital do país.

Reduzir o desequilíbrio de gênero no setor de TICs contribui diretamente para o aumento da produtividade, da inovação e para o alcance de compromissos globais, como o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 5, voltado à igualdade de gênero, e a meta 8.5.1, que prevê trabalho decente e remuneração igual para trabalho de igual valor até 2030.

Para compreender melhor esse cenário, baixe o conteúdo completo a quarta edição do W-Tech clicando aqui

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