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Chile: uma plataforma de teste para empresas brasileiras interessadas em escalar no mercado internacional

Por Karen Kornilovicz //

No ano passado, o Chile foi o sexto principal destino global das exportações brasileiras e o segundo maior parceiro comercial do Brasil na América Latina. O comércio bilateral entre os dois países fechou 2022 com um recorde de US$ 14 bilhões, um crescimento de 18% em relação a 2021.

Esses números promissores refletem não apenas a consolidação das relações comerciais entre os dois países, mas também os efeitos da assinatura, em 2022, do Acordo Comercial Brasil-Chile, que reduziu barreiras tarifárias e regulamentares no comércio bilateral e abriu novas possibilidades de intercâmbio comercial.

E para detalhar todo esse potencial, apresentar as principais oportunidades do mercado chileno para o setor de software e serviços de TI e fomentar novos negócios, o Brasil IT+, parceria da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e da Softex, realiza em Santiago até a próxima sexta-feira (16), a Missão Chile, composta por uma delegação de nove empresas brasileiras.

“O ambiente de negócios está consolidado entre os dois países. As startups brasileiras olham para o Chile como um mercado potencial em um processo de internacionalização, enquanto os venture capital locais percebem as startups brasileiras com boas perspectivas de investimento”, analisa Selma Nunes, vice-presidente da Câmara Chileno Brasileira de Comércio.

Ela destaca que o Chile é um país que utiliza muita tecnologia, tem uma economia estável e projeta confiança para o investidor externo. “Ele funciona como uma plataforma de teste para a expansão internacional. As empresas que conseguirem escalar seus negócios no Chile estarão preparadas para fazê-lo também em outros mercados” avalia a vice-presidente da Câmara Chileno Brasileira de Comércio.

Outra vantagem importante a considerar ao ingressar ao mercado chileno, complementa Selma Nunes, é a grande rede de acordos de livre comércio que o país mantém com 65 economias – inclusive com o Brasil. São milhões de sócios comerciais que as empresas brasileiras podem acessar”, conclui.

“As oportunidades de negócios na região da América Latina são muitas vezes ignoradas em favor de outras economias globais. Mas o Chile vem se mostrando não apenas um importante parceiro de negócios para as companhias brasileiras, mas um hub a ser considerado para as empresas buscando internacionalização”, pondera Jéssica Dias, líder de Projetos Internacionais na Softex.

Nesta terça-feira (13), a programação do segundo dia da Missão Chile tem como destaques os encontros de networking programados para o período da manhã e uma visita à tarde ao Start-Up Chile, programa gerenciado pela Agência Chilena de Desenvolvimento Econômico com a missão de incentivar o empreendedorismo e a inovação para melhorar a produtividade no país.

Integram a delegação brasileira Actiz, Ahgora HCM, Espresso Labs, Fairy Solutions, Provider, Pulsus, Ventiur, Wvetro e Youtan.

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