O mercado de tecnologia está sempre a mil. A cada dia, novas linguagens surgem, inteligências artificiais reescrevem as regras e a demanda por inovação só cresce. Nesse contexto cheio de oportunidades, às vezes é difícil pontuarmos quais fatores são cruciais para o desenvolvimento de uma carreira promissora e protagonista para nós, mulheres da tecnologia.

Sabemos que o cenário ainda apresenta desafios. Muitas vezes, somos as únicas mulheres na sala de reunião ou no time de desenvolvimento. Porém, olhar para o mercado de tecnologia hoje é enxergar um horizonte de oportunidades que nunca foi tão vasto. A questão não é mais “se” há espaço para nós, mas “como” vamos ocupá-lo com estratégia e inteligência.

Se desejamos nos destacar e liderar nesse universo, aqui vão algumas dicas importantes:

1. A Excelência Técnica é a Base (Mas não é o Teto) 

O desenvolvimento contínuo é o oxigênio da tecnologia. Manter-nos atualizadas — seja em Python, Segurança de Dados ou nas novas fronteiras da IA — é o que garante a nossa entrada, especialmente para aquelas de perfil técnico. Participemos de hackathons, coloquemos a mão na massa e construamos um portfólio que fale por nós. A competência técnica é inegociável: é a nossa âncora de segurança em qualquer discussão. Mas lembremos: ela é o começo, não o fim.

2. Ninguém Sobe Sozinha: o Poder da Rede

Há um provérbio que diz: “Se quer ir rápido, vá sozinha. Se quer ir longe, vá acompanhada”. Na tecnologia, isso é lei. Construir uma rede de contatos sólida não é sobre trocar cartões de visita, é sobre criar alianças. Busquemos comunidades como Women Who Code, PyLadies, Women in Tech, Elas na TI ou Reprograma. Encontremos mentoras que já trilharam o caminho que queremos percorrer e, tão importante quanto, estejamos dispostas a ser mentoras para quem está chegando. Quando uma mulher ajuda a outra a subir degraus, todo o ecossistema se fortalece.

3. Ousemos Antes de Estar 100% Prontas

Existe uma estatística famosa segundo a qual homens se candidatam a vagas quando preenchem 60% dos requisitos, enquanto as mulheres esperam preencher 100%. Precisamos quebrar esse ciclo de perfeccionismo. Não podemos nos subestimar. A síndrome da impostora pode tentar nos dizer que não pertencemos a esse lugar, e é fundamental termos colegas que nos ajudem a lembrar dos nossos resultados e conquistas, já que muitas vezes os esquecemos. Vamos com medo mesmo, mas vamos! Vamos nos candidatar àquela vaga desafiadora, levantar a mão para liderar aquele projeto complexo. O crescimento acontece no desconforto, não na certeza absoluta.

4. Não Sejamos o Segredo Mais Bem Guardado da Empresa

Fazer um bom trabalho é essencial, mas não basta. Em um mundo hiperconectado, visibilidade é estratégia; é aquela máxima: não basta ser, tem que parecer. Não tenhamos medo de expor nossas ideias, de escrever artigos, de palestrar ou simplesmente de documentar nossas vitórias no LinkedIn. Vamos desenvolver nossa comunicação e nossas soft skills de liderança. Quem não é vista, muitas vezes, não é lembrada para a promoção.

5. Escolhamos Nossas Batalhas e Nosso Ambiente

Nem toda empresa merece o nosso talento. Ao criarmos nosso plano de carreira, é importante pesquisar culturas que valorizem a diversidade não apenas no discurso de marketing, mas também na prática do dia a dia. E não podemos esquecer que nosso maior ativo é a nossa saúde mental e emocional. O mercado é exigente, mas o equilíbrio é o que garante a longevidade da nossa carreira.

O Futuro tem a nossa cara

De Ada Lovelace, que escreveu o primeiro algoritmo, a líderes contemporâneas como Sheryl Sandberg, a história da tecnologia sempre teve mãos femininas em sua construção. Precisamos nos inspirar nesses exemplos e construir a nossa história, que, com certeza, também servirá de inspiração para tantas outras.

Por Samara Valério, CEO da agência de software SV Digital Connections. Especialista em construção de relacionamento e abertura de mercados, atua há 20 anos no mercado de tecnologia. Formada em direito, com pós-graduação em Comunicação pela Escola Superior de Propaganda & Marketing (ESPM) e MBA em Transformação Digital pela FIAP. Mentora do “Elas Exportam” da ApexBrasil.

Imagem: Pixabay

O Observatório Softex, unidade de pesquisa e inteligência estratégica voltada ao apoio de políticas públicas para o setor de Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), acaba de publicar o artigo “Educação e Capacitação em TIC para o Futuro do Trabalho”, que integra a série Observando. O estudo analisa a formação de profissionais em áreas estratégicas da economia digital e aponta desafios estruturais que impactam a competitividade do país.

A publicação destaca que a economia digital brasileira se consolidou como eixo estruturante do desenvolvimento econômico, impulsionando mudanças em políticas industriais, educacionais e de capacitação profissional. Dados do Estudo de TIC 2025 do Observatório Softex indicam que o setor de Software e Serviços de TIC registrou saldo positivo de mais de 36 mil vagas em 2024, com crescimento expressivo nos segmentos de serviços em TI e indústria de software.

O levantamento também evidencia a capilaridade da tecnologia na economia: cerca de 799 mil especialistas em TI atuam fora do setor específico de TIC, número superior aos 491 mil profissionais empregados diretamente na indústria. Esse cenário reforça o papel transversal das competências digitais em áreas como agronegócio, saúde, indústria e logística.

Descompasso entre formação e mercado gera gargalos

Apesar da expansão da demanda, o estudo aponta um paradoxo no mercado de trabalho: há escassez de profissionais qualificados mesmo diante do aumento da oferta de cursos. Entre os principais fatores estão a alta evasão, que pode chegar a mais de 40% em cursos de TI; e o desalinhamento entre a formação acadêmica e as exigências práticas do setor produtivo.

O documento também analisa trilhas estratégicas como programação, jogos digitais e semicondutores. No caso dos games, por exemplo, embora o Brasil seja o maior mercado da América Latina, a formação ainda é limitada, com baixa taxa de conclusão e alta desistência. Já no segmento de semicondutores, considerado crítico para a soberania tecnológica, o país enfrenta déficit de profissionais especializados, em um cenário global que pode demandar cerca de 1 milhão de novos trabalhadores até 2030.

Inclusão produtiva e novos modelos de capacitação ganham relevância

O estudo destaca que modelos educacionais mais ágeis e conectados ao mercado, tais como bootcamps, cursos técnicos, laboratórios maker e programas práticos, têm potencial para reduzir lacunas de qualificação e acelerar a inserção profissional, especialmente entre jovens em situação de vulnerabilidade.

A inclusão produtiva é apontada como elemento estratégico para ampliar a base de talentos e reduzir desigualdades, em um contexto em que milhões de brasileiros ainda enfrentam barreiras de acesso à tecnologia e à formação qualificada.

“A formação em TIC precisa avançar para além da ampliação da oferta de cursos. É fundamental estruturar trajetórias que garantam permanência, desenvolvimento de competências práticas e conexão real com o mercado de trabalho, especialmente em áreas estratégicas para a economia digital”, afirma Rayanny Nunes, coordenadora de Inteligência e Design de Soluções da Softex.

O conteúdo do Observatório Softex conclui que o principal desafio do Brasil não está apenas na formação de novos profissionais, mas na capacidade de converter interesse e acesso em capital humano qualificado. Nesse sentido, o fortalecimento de políticas públicas e de modelos de capacitação mais eficientes será determinante para ampliar a competitividade do país e sua inserção em setores intensivos em tecnologia e inovação.

A íntegra do artigo “Educação e Capacitação em TIC para o Futuro do Trabalho” pode ser acessa gratuitamente aqui.

Vai começar em Miami a primeira etapa do Soft Landing USA 2026, programa voltado à preparação de empresas e startups brasileiras de tecnologia para operar no mercado dos Estados Unidos.

A iniciativa é mais uma ação do Projeto Setorial Brasil IT+, desenvolvido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) em parceria com a Softex.

Nesta terceira edição, o programa selecionou 16 empresas e startups para uma imersão estratégica de mais de 60 horas, com foco em validação de mercado, definição de perfil de cliente ideal (ICP) e conexão com o ecossistema de inovação local. São elas: Auralize, Brantheo, Cast, CWS Platform, InnSpire, IOSI, MarketView AI, Numen, OGI, Orange Testing, Square City, Supera Innovation & Technology Builder, Supria, SysManager, Teltec Data e Trinca.

A primeira etapa inclui capacitações e mentorias especializadas até o dia 17 de abril. Na sequência, as participantes seguirão para Miami, onde marcarão presença na eMerge Americas, uma das principais conferências globais de tecnologia, com uma agenda estruturada de encontros com atores-chave do mercado.

Na edição de 2025, o Soft Landing USA conectou 15 empresas brasileiras ao ecossistema norte-americano, gerando uma expectativa de US$ 1,34 milhão em negócios a partir de 106 contatos estratégicos, com baixo investimento por parte das participantes.

Por Karen Kornilovicz
Agência Softex

Brasília recebeu nesta quarta-feira, 25 de março, o evento de encerramento da segunda edição do Programa IA² MCTI. A iniciativa, coordenada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e executada pela Softex, reuniu projetos de pesquisa e inovação voltados ao uso de inteligência artificial (IA) em diferentes setores da economia. O programa conta com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Transformação Digital (Setad), com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).

Esta nova edição ampliou o foco em relação ao ciclo anterior, que priorizava startups. Desta vez, o programa concentrou esforços no fortalecimento da pesquisa aplicada e na integração entre instituições científicas e o setor produtivo. Ao todo, 35 projetos distribuídos por 14 estados participaram da iniciativa, com previsão de aceleração tecnológica ao longo de 24 meses. As pesquisas foram organizadas em oito áreas: agronegócio; educação; energia & sismologia; gestão & finanças; logística & transporte; saúde; segurança & defesa; e TI & Telecom.

Durante o programa, os projetos receberam apoio para estruturar seus planos tecnológicos, participaram de capacitações e tiveram acesso a potenciais parceiros e investidores. A metodologia incluiu o uso de roadmaps tecnológicos para orientar o desenvolvimento dos projetos e alinhar estratégias entre pesquisadores e empresas. O acompanhamento foi feito através de ciclos periódicos de avaliação, que permitiram ajustar ações e direcionar recursos conforme a evolução das iniciativas.

A expectativa é que os projetos resultem em avanços tecnológicos e ampliem a capacidade nacional em inteligência artificial, além de estimular a descentralização da inovação e a formação de competências em diferentes regiões do país. “Ao aproximar a pesquisa do mercado, nosso objetivo foi incentivar o desenvolvimento de soluções em IA e facilitar sua aplicação prática, contribuindo para a competitividade das empresas brasileiras”, disse Diônes Lima, vice-presidente executivo da Softex.

Confira alguns números da segunda edição do Programa IA² MCTI:

Por Karen Kornilovicz
Agência Softex

Para compreender os rumos da igualdade de gênero, é necessário observar como os jovens interagem com as tecnologias digitais. Cada vez mais, decisões relacionadas a relacionamentos, construção de identidade e planos de futuro são mediadas por sistemas de inteligência artificial. No entanto, essas ferramentas não operam de forma totalmente neutra.

Em muitos casos, os algoritmos reproduzem padrões presentes nos dados com os quais foram treinados. Como resultado, acabam refletindo e até reforçando vieses históricos existentes na sociedade. Em vez de oferecer respostas plenamente objetivas, a inteligência artificial tende a replicar estereótipos e a devolvê-los aos usuários, o que pode contribuir para perpetuar desigualdades entre as novas gerações.

Segundo o relatório Miragem da IA: um reflexo incômodo com alto impacto nos jovens, divulgado pela consultoria LLYC, sistemas de Inteligência Artificial (IA) utilizados em chatbots e plataformas digitais podem reforçar padrões históricos de desigualdade de gênero entre jovens. A pesquisa foi publicada no contexto do Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, e analisa como respostas geradas por algoritmos influenciam percepções e decisões de usuários na faixa etária de 16 a 25 anos.

O estudo examinou 9.600 recomendações produzidas por cinco sistemas de Modelos de Linguagem de Grande Escala (Large Language Models – LLMs), incluindo ChatGPT, Gemini e Grok, ao longo de 2025, em 12 países. De acordo com a análise, em 56% das respostas direcionadas a jovens do sexo feminino surgem referências que as caracterizam como mais frágeis ou vulneráveis. A pesquisa também indica que sistemas de IA sugerem que mulheres busquem validação externa seis vezes mais frequentemente do que homens.

Papel crescente dos chatbots como fonte de aconselhamento

A análise também aponta diferenças no tipo de aconselhamento oferecido pelos algoritmos. Em interações com mulheres, os sistemas recorrem com maior frequência a linguagem empática e expressões de apoio emocional, enquanto respostas dirigidas a homens tendem a apresentar orientações mais diretas e focadas em ação. O relatório observa ainda que a tecnologia redireciona até 75% das recomendações profissionais feitas a mulheres para áreas como saúde e ciências sociais, enquanto associa trajetórias masculinas com engenharia ou posições de liderança.

Outro ponto abordado no estudo envolve o papel crescente dos chatbots como fonte de aconselhamento. Dados citados pela organização Plan International indicam que 31% dos adolescentes relatam que conversar com um chatbot pode ser tão satisfatório quanto dialogar com amigos. Nesse contexto, o relatório argumenta que respostas produzidas por sistemas automatizados podem influenciar a formação de identidade e escolhas profissionais dos usuários.

Os pesquisadores também identificaram padrões associados a expectativas sociais e familiares. Nas respostas analisadas, atributos ligados ao cuidado aparecem mais frequentemente vinculados às mães do que aos pais, e conselhos relacionados à aparência são direcionados com maior frequência às mulheres. Segundo os autores, esses padrões refletem dados presentes nos conjuntos de treinamento da IA, o que pode levar à reprodução de normas sociais existentes no conteúdo utilizado para desenvolver os sistemas.

Saiba mais acessando https://llyc.global/pt-br/miragem-da-igualdade/

Como parte das ações de fortalecimento do empreendedorismo feminino em territórios periféricos, a Softex, em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), promove a Oficina de Co-criação do projeto FavEla Empoder@ na Zona Oeste de Manaus. A iniciativa busca formar lideranças comunitárias e ampliar oportunidades de inclusão produtiva para mulheres em situação de vulnerabilidade social, especialmente mães, mulheres pretas, pardas, indígenas e mulheres trans, historicamente mais expostas a barreiras de acesso à renda e qualificação.

A oficina reunirá até 20 representantes comunitárias, selecionadas por meio de edital e processo de inscrição. A capacitação será realizada em quatro encontros presenciais de três horas cada, totalizando 12 horas de formação, com conteúdos voltados ao empreendedorismo, mobilização comunitária e apoio às beneficiárias do programa.

A etapa de co-criação é considerada estratégica para o desenvolvimento da iniciativa, ao envolver lideranças locais na organização das atividades e no fortalecimento da rede de apoio nas comunidades. Ao final da formação, até oito participantes poderão ser selecionadas para atuar como tutoras. Essas lideranças serão responsáveis por apoiar processos de inscrição, acompanhar o desenvolvimento das beneficiárias e atuar como multiplicadoras das iniciativas do programa em seus territórios.

As escolhidas poderão receber ajuda de custo mensal de até R$ 2.500, destinada a viabilizar sua atuação na mobilização das participantes e no acompanhamento das atividades nas comunidades. A seleção considerará critérios como presença, participação e engajamento nas oficinas.

Inscrições abertas até 31 de março

Podem se inscrever mulheres residentes em Manaus, com prioridade para moradoras dos bairros Compensa I, Compensa II, Compensa III, São Jorge, Santo Antônio, São Raimundo, Vila da Prata, Centro, Nossa Senhora das Graças, Praça 14 de Janeiro e Glória.

Entre os critérios considerados no processo seletivo estão experiência em iniciativas comunitárias, disponibilidade para atuar como multiplicadora e potencial de contribuir para o fortalecimento de outras mulheres na comunidade.

A oficina antecede o evento oficial de lançamento do programa FavEla Empoder@, previsto para o final de abril em Manaus. A expectativa é que a formação das lideranças comunitárias amplie o alcance do projeto e contribua para a continuidade das ações nos territórios atendidos.

O FavEla Empoder@ faz parte da iniciativa BNDES Periferias, criada pelo Banco para ampliar oportunidades econômicas, promover diversidade e reduzir desigualdades nas periferias brasileiras.

Para mais informações e inscrições, que prosseguem até o dia 31 de março, acesse: https://docs.google.com/document/d/1wWaJgT9cDMb935M6A1cQy5-CCVapUFYChdHfNwr7kec/edit?tab=t.0

Por Karen Kornilovicz
Agência Softex

A rápida transformação do mercado de trabalho, impulsionada pela adoção crescente de soluções baseadas em dados, automação e inteligência artificial, tem tornado o desenvolvimento de competências digitais cada vez mais relevante para a empregabilidade e a competitividade profissional.

Atenta a essa realidade, a Escola do Trabalhador 4.0 vem ampliando sua oferta de capacitação em inteligência artificial e outras habilidades digitais estratégicas. A iniciativa é conduzida pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em parceria com a Microsoft, e integra o Programa Caminho Digital, voltado à preparação da força de trabalho para as demandas da chamada Economia 4.0.

A plataforma oferece cursos gratuitos com foco em habilidades digitais, tecnologia aplicada com inteligência artificial e aumento da produtividade. A proposta é ampliar o acesso à qualificação profissional em áreas consideradas estratégicas para a empregabilidade.

A gestão dos cursos e a curadoria dos conteúdos são realizadas pela Softex, responsável por estruturar trilhas de aprendizagem alinhadas às demandas atuais do mercado. Neste primeiro semestre, estão previstas cinco trilhas: Letramento Digital com Inteligência Artificial; Produtividade Pessoal com Inteligência Artificial; Produtividade Colaborativa com Inteligência Artificial; Gestão de Projetos com Microsoft 365; e FluêncIA – Introdução à Inteligência Artificial.

Cursos gratuitos, on-line e impacto na empregabilidade

Ao todo, mais de 2,2 milhões de pessoas já se cadastraram na Escola do Trabalhador 4.0, com 357 mil participantes qualificados profissionalmente em competências digitais, incluindo 208 mil pessoas pretas ou pardas e 133 mil mulheres.

Dados de uma pesquisa de empregabilidade realizada entre 2021 e 2025 pela Softex indicam que 57,7% dos participantes estavam desempregados no momento do cadastro, reforçando o papel da capacitação como porta de entrada ou reinserção no mercado de trabalho. Após a conclusão dos cursos, cerca de 90% dos participantes empregados que obtiveram promoções ou avanços profissionais reconheceram a formação como fator relevante para o resultado, enquanto 61,8% avaliaram a capacitação como um complemento importante para a nova posição alcançada.

Todos os cursos são gratuitos, on-line e não exigem pré-requisitos. Ao final, os participantes recebem certificado, que pode fortalecer o currículo e o perfil profissional em processos seletivos, especialmente por pessoas em busca do primeiro emprego ou de recolocação no mercado de trabalho.Os interessados em participar dos cursos da Escola do Trabalhador 4.0 já podem se inscrever na plataforma e escolher sua trilha de aprendizagem acessando ead.escoladotrabalhador40.com.br

A Softex participou do Manna no Museu 2026, evento realizado entre os dias 13 e 15 de março no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba. O encontro reuniu pesquisadores, educadores, estudantes e representantes do ecossistema de inovação para três dias de atividades dedicadas à ciência, tecnologia e formação de talentos. Organizado pelo Manna Team, o evento tem como proposta aproximar a sociedade das tecnologias emergentes e estimular o interesse pela ciência desde a educação básica.

A edição de 2026 transformou o museu em um ambiente de experimentação e aprendizagem. Exposições interativas, demonstrações tecnológicas e oficinas educativas apresentaram ao público aplicações práticas em áreas como inteligência artificial, robótica, Internet das Coisas, drones, metaverso, jogos digitais e microeletrônica. A programação também incluiu atividades voltadas à formação de professores e pesquisadores, fortalecendo o diálogo entre academia, setor produtivo e poder público.

Na oportunidade, o presidente da Softex, Christian Tadeu, apresentou a atuação da entidade na transformação de políticas públicas em projetos capazes de gerar impacto concreto para o setor de tecnologia. Segundo ele, a estratégia da organização é converter diretrizes e programas governamentais em iniciativas que ampliem a formação de talentos, fortaleçam empresas e gerem prosperidade econômica. Nesse esforço, a Softex já capacitou mais de 383 mil pessoas em diferentes áreas da tecnologia, beneficiou mais de 603 mil mulheres por meio de iniciativas voltadas à diversidade e inclusão, apoiou mais de 2.100 empresas e 1.700 startups e contribuiu para a geração de mais de US$ 400 milhões em exportações de serviços e soluções tecnológicas brasileiras.

Para o presidente da Softex, iniciativas como o Manna no Museu ajudam a consolidar pontes entre diferentes atores do ecossistema de inovação. “Momentos como este reforçam a importância de conectar universidades, instituições de ciência e tecnologia e o setor produtivo para estimular novos talentos e fortalecer o ecossistema brasileiro de inovação. Na Softex, seguimos comprometidos em apoiar iniciativas que ampliem o acesso ao conhecimento e impulsionem o desenvolvimento tecnológico do país”, afirmou.

O Manna Team conta para a sua realização com o apoio da Softex, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Programa MCTI Futuro, Chip Tech Brasil, Núcleo Softex Campinas e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Dra. Linnyer Beatrys Ruiz Aylon, idealizadora do Manna Team, e Christian Tadeu, presidente da Softex


Por Karen Kornilovicz
Agência Softex

A Softex participou, nesta quinta-feira (12), do lançamento do Relatório Executivo “Percepção MultipliCidades sobre Ciência, Tecnologia e Inovação no Distrito Federal”, realizado na Câmara Legislativa do Distrito Federal. A publicação, elaborada pelo Instituto MultipliCidades, reúne análises sobre a percepção da sociedade e de atores institucionais a respeito do desenvolvimento científico, tecnológico e econômico no Distrito Federal, além de avaliar os impactos de políticas públicas voltadas ao setor.

O evento contou com a participação de Osório Coelho, diretor do Departamento de Programas de Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI); Paulo Nicholas, vice-presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal; Leandro Reis, secretário-executivo da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal; Marco Tulio Chaparro, presidente do SINDESEI-DF; Christian Tadeu, presidente da Softex; Manuel Furriela, reitor da Universidade Católica de Brasília; Renata Aquino, decana de Pesquisa e Inovação da Universidade de Brasília; Jarbas Ari Machado Jr., presidente do GFORTI; e Cristiane Pereira, presidente da ASSESPRO-DF e do Instituto MultipliCidades.

Na oportunidade, a Softex formalizou um Termo de Cooperação Técnica com o Instituto MultipliCidades com o objetivo de definir diretrizes para o setor de tecnologia no DF e mapear suas necessidades tecnológicas.

“Queremos contribuir para a construção de diretrizes que apoiem o desenvolvimento do setor de tecnologia e inovação da região, gerando competitividade, oportunidades e impacto positivo para a sociedade”, disse Christian Tadeu, presidente da Softex.

Por Karen Kornilovicz
Agência Softex

A equipe do Observatório Softex, unidade de pesquisa e inteligência estratégica da entidade e que tem entre seus objetivos apoiar a elaboração de políticas públicas, acompanhou os principais debates do Mobile World Congress 2026, considerado o principal evento global de conectividade, realizado entre os dias 2 e 5 de março em Barcelona, na Espanha. A partir dos painéis, apresentações e discussões estratégicas do encontro, os pesquisadores reuniram em um documento especial os principais insights e tendências que devem impactar o setor de tecnologia nos próximos anos.

Entre os destaques estão a consolidação da infraestrutura da inteligência, baseada na convergência entre redes avançadas, computação e inteligência artificial; o avanço da segurança na era pós-quântica, impulsionada pela evolução da computação quântica e pela necessidade de novas formas de criptografia; e o fortalecimento da tecnologia como ativo geopolítico, com a infraestrutura digital assumindo papel cada vez mais estratégico para a competitividade global.

O material resume as discussões mais relevantes do evento e aponta como essas transformações devem influenciar a entrega de tecnologia, a competitividade das empresas e a formulação de políticas públicas no setor de TICs.

Clique aqui e faça o download gratuito do documento.


Por Karen Kornilovicz
Agência Softex

Investir no desenvolvimento social e na redução das desigualdades é essencial para construir um Brasil mais justo, um país em que talento, dignidade e oportunidades não sejam definidos pelo CEP, mas pelo compromisso coletivo com um futuro mais inclusivo.

No novo episódio do TI com Elas, do Softex Mulher, conversamos com a Dra. Rosângela Hilário, referência nacional na defesa dos direitos humanos, com atuação destacada nas áreas de justiça social, equidade racial e enfrentamento à violência de gênero. Integrante do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável da Presidência da República, ela participa ativamente da formulação de políticas públicas voltadas à redução das desigualdades e à promoção da cidadania.

Na entrevista, a Dra. Rosângela Hilário compartilha sua trajetória pessoal e profissional, analisa os principais desafios para o avanço da equidade no Brasil e destaca o papel estratégico da tecnologia como ferramenta de inclusão e transformação social.

Clique aqui e ouça o novo episódio.

Por Karen Kornilovicz
Agência Softex

O primeiro episódio de 2026 do podcast Pelo Mundo com o Brasil IT+ recebe Leonardo Melo, co-owner da Diagnext, empresa brasileira especializada em saúde digital que desenvolve soluções de processamento e análise de dados capazes de superar barreiras físicas e técnicas, com impacto direto na vida de centenas de milhares de pessoas.

Na entrevista, o executivo aborda o papel da Diagnext no ecossistema global de saúde digital, destaca a importância do Brasil IT+, programa desenvolvido pela ApexBrasil em parceria com a Softex, no processo de internacionalização da empresa e antecipa as principais estratégias e planos da companhia para 2026.

Ouça agora o episódio completo clicando aqui.

Por Karen Kornilovicz
Agência Softex

Com foco na troca de experiências e no fortalecimento do relacionamento com o mercado, a Softex realizou, no dia 25 de fevereiro, o Encontro Nacional MPSBR 2026. O evento, realizado de forma on-line ao longo de toda a manhã, reuniu mais de 90 participantes, entre empresas interessadas, avaliadores e implementadores do programa.

A iniciativa teve como objetivo ampliar o diálogo com o ecossistema de qualidade em software e estimular o networking entre organizações que buscam aprimorar processos, elevar padrões de gestão e fortalecer a competitividade no setor de tecnologia.

Durante a programação, os participantes acompanharam uma introdução ao MPSBR, além de apresentações de casos de sucesso e depoimentos de empresas com selo vigente. No painel “Empresas preparadas para o futuro”, organizações compartilharam experiências sobre a adoção de práticas estruturadas de gestão e melhoria contínua, destacando como o modelo contribui para a construção de processos mais eficientes, sustentáveis e alinhados às demandas do mercado.

O encontro também contou com um espaço dedicado ao esclarecimento de dúvidas, promovendo interação direta entre os participantes e os especialistas do programa. A iniciativa contribuiu para alinhar expectativas, atender às demandas das empresas e fortalecer a comunidade MPSBR.

Ao reunir profissionais, especialistas e organizações interessadas na evolução da qualidade e da maturidade de processos, o encontro reforçou o papel estratégico do MPSBR como instrumento de apoio ao desenvolvimento das empresas de tecnologia e à consolidação de práticas de gestão voltadas à inovação e à competitividade.

Fabrício Lourenço
Comunicação Softex

Com 28 empresas, startups e Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs), o Brasil marcou presença pela 15ª vez consecutiva no maior e mais relevante evento global de tecnologia móvel, conectividade e inovação digital: o Mobile World Congress. Durante o evento, as empresas brasileiras capturaram mais de 300 leads de negócios, ampliando oportunidades de parcerias e internacionalização.

O portfólio nacional reuniu soluções em áreas como digitalização, eficiência operacional, conectividade, cibersegurança, dados, inteligência artificial e confiabilidade de software. A diversidade tecnológica apresentada reforçou o posicionamento do país como parceiro estratégico na transformação digital, ampliando a visibilidade do ecossistema brasileiro de inovação no mercado global.

“Esta presença constante do país no MWC demonstra visão de longo prazo e compromisso permanente com a inserção internacional do Brasil no cenário global da tecnologia”, destaca Christian Tadeu, presidente da Softex, destacando as ações de aproximação realizadas com comitivas da Espanha, Canadá, British Columbia e Alemanha, entre outras.

Com vendas para mais de 50 países, sendo uma das empresas de software brasileiras com maior volume de exportação, a catarinense SoftExpert participou pela primeira vez do MWC com uma delegação, mostrando a força da união do país e de suas associações. “Esta presença coletiva possibilitou reuniões e contatos que seriam impossíveis individualmente. Um destaque do evento foi a formação de uma aliança com um órgão regulador espanhol, viabilizada pela ApexBrasil, Softex e pelo Projeto Brasil IT+. Esse contato com diretores de alto escalão, que buscávamos há anos, já justificou nossa participação bem como o investimento que fizemos no estande”, comemora Marcus Tadeu Freitas Ernst, CEO Iberia da SoftExpert.

A Venko Networks, especialista em soluções de conectividade e redes, lembrou que este ano a delegação brasileira registrou uma maior presença de empresas de telecomunicações na arena – seis, criando uma sinergia positiva e um ciclo virtuoso. A experiência acumulada ao longo dos anos trouxe à companhia aprendizado contínuo e maior assertividade na abordagem comercial, em especial no matchmaking internacional que rendeu uma parceria com uma empresa de Israel.

Para Ricardo Pianta, CEO e fundador da Venko Networks, o evento destacou a capacidade da equipe de gerar resultados rápidos e qualificados por meio de uma abordagem mais assertiva e com menos volume. A experiência no matchmaking internacional mostra que, quando as reuniões são bem planejadas, conseguimos evoluir contatos de forma ágil e transformar oportunidades em negócios concretos.”

Paulo Bitar, CEO da RD2Buzz, desenvolvedora de soluções digitais para autenticidade, identificação e rastreabilidade, apresentou o portfólio da empresa de produtos de identificação 100% offline, como QR Code e NFC, que já têm alcance internacional, incluindo a assinatura digital fornecida ao governo de Honduras. “Queremos expandir a partir de nossa sede em Coimbra, Portugal, para toda a região do sul da Europa. Assim,  nosso objetivo nesta edição foi buscar parceiros potenciais e compartilhar nossa experiência no mercado global”, explica Bitar.

Além da SoftExpert, Venko Networks e RD2Buzz, integraram também a delegação brasileira Anlix, Argotechno, Arkus.Tech, BR.Digital Telecom, bycoders, CapiAnalytics, Diagnext, Fenix DFA, Grupo Voalle, Implanta IT, Instituto Eldorado, Int6 Tech, Interact Solutions, Ip Facens, iSend, Orange Testing, Pappsales, Pulsus, Sparz, Stefanini Group, The 12 Company, Trinca, Venko Networks, Vertis Solutions, Vixteam e Zoomtech.

Confira a agenda de 2026

Nos últimos 20 anos, o Projeto Setorial Brasil IT+ já envolveu mais de 1.000 empresas interessadas em expandir suas operações internacionalmente. Com um plano consistente de internacionalização e alto retorno sobre investimento, o projeto segue impulsionando a inovação brasileira além das fronteiras e abrindo novas oportunidades em mercados globais promissores.

Além do MWC, a agenda de 2026 inclui iniciativas de internacionalização para os Estados Unidos, missões para a Finlândia e a África do Sul, bem como participação na MES Spring e no XChange.

A participação nacional no MWC 2026 foi mais uma iniciativa do Programa Brasil IT+, parceria entre a Softex e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

Por Karen Kornilovicz
Agência Softex

A Softex e o BNDES anunciam o lançamento do projeto FavEla Empoder@, uma iniciativa voltada à inclusão produtiva e ao fortalecimento do empreendedorismo feminino em territórios periféricos da Zona Oeste de Manaus.

O público prioritário inclui mulheres em situação de vulnerabilidade social, como mães, mulheres negras, indígenas e mulheres trans, com a proposta de fomentar geração de renda e autonomia financeira alinhadas às características locais.

A primeira fase do programa consiste em um diagnóstico territorial conduzido por meio de questionário aplicado entre os dias 3 e 13 de março. A coleta de dados será realizada com apoio de lideranças comunitárias e parceiros da região. O objetivo é levantar informações que orientem a formatação das capacitações presenciais e demais ações previstas, evitando modelos padronizados e priorizando demandas específicas do território.

O formulário reúne perguntas sobre perfil socioeconômico, fontes de renda, acesso à internet, mobilidade urbana, organização do trabalho e principais obstáculos enfrentados pelas empreendedoras. Também busca medir o interesse por cursos de qualificação e apoio técnico. Segundo a Softex, os dados servirão como base para desenhar trilhas de capacitação e possíveis estratégias de acompanhamento, dentro de uma abordagem de escuta ativa.

O FavEla Empoder@ faz parte da iniciativa BNDES Periferias, criada pelo Banco para ampliar oportunidades econômicas, promover diversidade e reduzir desigualdades nas periferias brasileiras.

A iniciativa se insere em uma agenda mais ampla de políticas voltadas à inovação social, capacitação profissional e desenvolvimento regional na Região Norte. As interessadas e organizações parceiras podem acessar o formulário on-line pelo link https://forms.gle/62sftVJSnUdwaceq7. A estimativa de tempo para preenchimento do questionário é de aproximadamente 15 minutos.

Por Karen Kornilovicz
gência Softex

O Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (Conselhão) realizou, nesta quarta-feira (4), no Palácio do Planalto, o seminário “Brasil pela Vida das Meninas e Mulheres”, em parceria com o Ministério das Mulheres. O encontro integra as ações do Pacto Brasil entre os Três Poderes para o Enfrentamento do Feminicídio, iniciativa que busca fortalecer políticas públicas e mobilizar diferentes setores da sociedade no combate à violência contra mulheres e meninas.

A abertura do evento destacou que o feminicídio representa a face mais extrema de uma violência estrutural que atinge mulheres diariamente no país. Para os organizadores, cada caso revela não apenas uma tragédia individual, mas também uma responsabilidade coletiva que precisa ser enfrentada com coragem, articulação institucional e mudança cultural.

Durante o seminário, autoridades do governo federal, representantes da sociedade civil, lideranças empresariais e conselheiros do Conselhão debateram estratégias para ampliar a prevenção da violência e fortalecer a rede de proteção às vítimas.

Entre os presentes na mesa de honra estavam a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, o secretário-executivo do Conselhão, Olavo Noleto, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, a diretora de Conteúdo e Programação da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Antonia Pellegrino, além da empresária Luiza Helena Trajano, presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza e conselheira do Conselhão. A ativista Maria da Penha, símbolo da luta contra a violência doméstica no Brasil, também participou do encontro.

Na abertura dos trabalhos, foi destacado que o seminário nasce do compromisso de transformar indignação em ação concreta, reunindo diferentes setores para afirmar que a vida das mulheres deve ser protegida e valorizada.

A programação do seminário foi estruturada ao longo de todo o dia no Salão Oeste do Palácio do Planalto. Pela manhã, os debates se concentraram na análise do cenário atual da violência contra mulheres no país, com o painel “Feminicídio no Brasil: vidas e trajetórias”, dedicado à apresentação de dados recentes, impactos sociais e desafios para o enfrentamento desse tipo de crime.

Na parte da tarde, a agenda apresentou o Plano de Trabalho do Pacto Brasil entre os Três Poderes para o Enfrentamento do Feminicídio, com ações voltadas à prevenção, proteção, acolhimento das vítimas e responsabilização dos agressores.

Outro destaque da programação foi a mesa “Homens pela vida das meninas e mulheres”, voltada à reflexão sobre masculinidades e ao papel dos homens na construção de relações baseadas no respeito e na igualdade.

A Softex também enviou representante ao seminário, reafirmando seu compromisso com pautas estruturantes para o desenvolvimento social do país. Para a instituição, o enfrentamento à violência contra meninas e mulheres exige mobilização permanente do poder público, da sociedade civil e também do setor produtivo.

Para assistir ao Seminário clique aqui

Por Fabrício Lourenço
Comunicação Softex

A brasileira Anlix e a Orange Testing fazem sua estreia como expositoras no Mobile World Congress 2026, reforçando o movimento de internacionalização das empresas nacionais de tecnologia no principal palco global de conectividade e inovação digital.

As duas empresas integram a delegação organizada pelo Brasil IT+, iniciativa da Softex em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

Especializada em soluções para operadoras e provedores de internet, a Anlix chega ao MWC 2026 com foco na consolidação de seu posicionamento global como habilitadora de redes autônomas. A empresa desenvolve plataformas de gerenciamento, automação e inteligência operacional para redes de telecom, com foco em eficiência, redução de custos e melhoria da experiência do assinante.

“Participar do Mobile World Congress 2026 é uma decisão estratégica dentro do nosso plano de internacionalização. O evento é o principal palco global do setor de telecom”, afirma Bruno Jorge, coordenador de marketing da companhia.

No evento, a empresa destaca sua plataforma de inteligência artificial proprietária, Lizzie, que integra monitoramento avançado, automação de processos e inteligência aplicada à gestão de redes. A solução permite reduzir intervenções manuais, antecipar falhas e aumentar a previsibilidade operacional, impactando diretamente a redução de OPEX e a melhoria da experiência do cliente.

Com modelo de negócios baseado em SaaS (Software as a Service) e contratos recorrentes, a Anlix já atua na América Latina e estrutura sua expansão para novos mercados estratégicos na região, além de Europa e países do Oriente Médio e Norte da África (MENA). Segundo a empresa, a presença no MWC simboliza um novo momento: o de uma companhia brasileira com tecnologia competitiva e preparada para disputar espaço no cenário global.

Também estreando como expositora, a Orange Testing escolheu o MWC Barcelona como vitrine para fortalecer seu posicionamento internacional como plataforma inovadora de automação de testes.

“A participação no MWC é estratégica pela relevância global do evento e pela oportunidade de fortalecer nosso posicionamento internacional. Nossa expectativa é gerar novas parcerias estratégicas e impulsionar oportunidades concretas de negócios”, afirma Leopoldo Braga, diretor de Parcerias e Internacionalização da empresa.

A companhia apresenta sua plataforma global de automação de testes no-code para Web, Mobile e APIs, que utiliza inteligência artificial para acelerar a criação, execução e manutenção de testes. A proposta é permitir que as próprias equipes automatizem processos sem dependência de programação, ampliando a cobertura, acelerando releases e reduzindo riscos em ambientes digitais cada vez mais complexos.

A Orange Testing já participou de outras iniciativas internacionais com o Brasil IT+, como o Gartner, o MES Fall e a London Tech Week, experiências que contribuíram para ajustes em seu posicionamento e abordagem junto a executivos C-level. Atualmente, a empresa atua no Brasil, Estados Unidos, Irlanda e Portugal, com foco de expansão especialmente nos mercados norte-americano e europeu ao longo de 2026.

Maior delegação de todos os tempos

Com 28 empresas, startups e Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs), o Brasil marca presença pela 15ª vez consecutiva no maior e mais relevante evento global de tecnologia móvel, conectividade e inovação digital. O portfólio nacional reúne soluções em digitalização, eficiência operacional, conectividade, cibersegurança, dados, inteligência artificial e confiabilidade de software, posicionando o país como parceiro estratégico na transformação digital.

Integram delegação brasileira no MWC 2026 Anlix, Argotechno, Arkus.Tech, BR.Digital Telecom, bycoders, CapiAnalytics, Diagnext, Fenix DFA, Grupo Voalle, Implanta IT, Instituto Eldorado, Int6 Tech, Interact Solutions, Ip Facens, iSend, Orange Testing, Pappsales, Pulsus, RD2Buzz, SoftExpert, Sparz, Stefanini Group, The 12 Company, Trinca, Venko Networks, Vertis Solutions, Vixteam e Zoomtech.

Por Karen Kornilovicz
Agência Softex

O DIA²logo, podcast do Programa IA² MCTI, recebeu Joyce Souto, sócia da startup Wire, que em parceria com o Núcleo de Inteligência Artificial Aplicada à Soldagem e Manufatura Aditiva de Metais da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) vem desenvolvendo soluções que estão impulsionando a inovação industrial no Brasil por meio da aplicação de tecnologias avançadas.

A iniciativa combina inteligência artificial (IA), robótica e automação para otimizar o acabamento superficial e as propriedades mecânicas de peças metálicas produzidas por manufatura aditiva por deposição a arco (Wire Arc Additive Manufacturing – WAAM). O objetivo é tornar os processos mais eficientes, consistentes e competitivos, promovendo microestruturas mais homogêneas, maior resistência à corrosão e avanços relevantes para a indústria nacional.

O Programa IA² MCTI é uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação executada pela Softex com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Transformação Digital (Setad), e recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).

Ouça agora o episódio completo clicando aqui.

Por Karen Kornilovicz

Agência Softex

A transição da conectividade para a inteligência conectada representa um avanço significativo, com múltiplos e profundos impactos, redefinindo inclusive a forma como os países constroem sua competitividade digital. A análise integra o artigo “Como a Inteligência Conectada vai Redefinir a Competitividade Digital dos Países”, da série Observando, publicada pelo Observatório Softex, unidade de pesquisa e inteligência estratégica da entidade e que tem entre seus objetivos apoiar a elaboração de políticas públicas para o setor de TICs.

Lançado hoje, 3 de março, em Barcelona, durante o Mobile World Congress (MWC), principal evento de conectividade do mundo, o trabalho aponta que a Inteligência Conectada não só amplia o acesso à rede, como também integra infraestrutura, dados e inteligência artificial em sistemas capazes de aprender, se adaptar e gerar valor estratégico.

O conceito de inteligência conectada é estruturado em camadas que evoluem da infraestrutura inteligente para a programável, detalha o levantamento. Redes deixam de ser canais passivos e passam a agir de forma cognitiva, interpretando informações e respondendo de maneira adaptativa às demandas sociais, econômicas e produtivas. Países que tratam a infraestrutura digital como política de Estado conseguem transformar conectividade em diferencial competitivo, com impactos diretos em eficiência, inovação e capacidade de resposta a crises.

Soberania digital e inteligência conectada

O estudo argumenta que a transformação digital entrou em uma nova etapa, na qual estratégias fragmentadas e respostas pontuais reduzem o potencial de crescimento e comprometem a soberania digital. Nesse contexto, as operadoras de telecomunicações passam a exercer um papel ampliado, deixando de atuar apenas como provedoras de conectividade para se tornarem plataformas de dados e inteligência artificial, capazes de viabilizar novos usos e impulsionar a competitividade nacional.

A análise destaca ainda que competitividade digital, autonomia estratégica e segurança nacional estão cada vez mais interligadas, especialmente diante das tensões globais relacionadas à dependência tecnológica, às cadeias de suprimentos digitais e à proteção de dados sensíveis, consolidando a infraestrutura digital como um ativo estratégico para definir o posicionamento dos países na economia digital.

Os exemplos de aplicação abrangem áreas como saúde digital, cidades inteligentes, Indústria 4.0 e educação conectada. Nesses contextos, a inteligência conectada contribui para ampliar a eficiência, reduzir vulnerabilidades e reforçar a autonomia nacional. O conteúdo destaca ainda que a coordenação entre diferentes atores é indispensável, reunindo governos, operadoras de telecomunicações, grandes empresas de tecnologia, startups, universidades e centros de pesquisa, cada um com papéis complementares na consolidação desse ecossistema.

O artigo também defende que a inteligência conectada deve ser tratada como um projeto de interesse nacional. Para isso, aponta a necessidade de uma estratégia integrada e de longo prazo, capaz de alinhar infraestrutura, regulação, desenvolvimento de ecossistemas e objetivos de soberania digital.

“O sucesso na superação deste desafio passa pela elaboração e implementação de uma estratégia integrada e de longo prazo que reúna e alinhe infraestrutura, regulação, ecossistemas e soberania digital”, explica Rayanny Nunes, Coordenadora de Inteligência e Design de Soluções da Softex.

Clique aqui e baixe gratuitamente o conteúdo na íntegra.

Por Mário Pereira
Agência Softex

A Fenix DFA marca presença esta semana no Mobile World Congress 2026, em Barcelona, reforçando sua estratégia de internacionalização e posicionamento global no mercado de governança contínua de resiliência de dados. A empresa integra a delegação organizada pelo Brasil IT+, iniciativa da Softex em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

Com 28 empresas, startups e Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs), o Brasil marca presença pela 15ª vez consecutiva no maior e mais relevante evento global de tecnologia móvel, conectividade e inovação digital. O portfólio nacional reúne soluções em digitalização, eficiência operacional, conectividade, cibersegurança, dados, inteligência artificial e confiabilidade de software, posicionando o país como parceiro estratégico na transformação digital.

Para a Fenix DFA, o MWC é um ambiente-chave para dialogar com mercados mais maduros e exigentes, especialmente diante do avanço das regulamentações internacionais. “Hoje não basta ter backup, é preciso comprovar continuamente a capacidade de recuperação”, afirma Alexandre Paoleschi, CEO da KYMO Investments e responsável pela Fenix DFA.

Segundo o executivo, a empresa atua em uma camada acima das ferramentas tradicionais de backup, adicionando governança contínua às operações de proteção de dados. A tecnologia utiliza análise comportamental para identificar vulnerabilidades operacionais, como servidores fora de política, tarefas desativadas, alterações indevidas de retenção ou ausência de testes de restauração — pontos frequentemente explorados em ataques de ransomware.

Em 2026, com o aumento da pressão regulatória e a sofisticação dos ataques cibernéticos, cresce a demanda por modelos estruturados de resiliência. A Fenix DFA defende a evolução das organizações para o que chama de “Fase 4 de maturidade”, caracterizada por monitoramento contínuo, detecção de desvios em tempo real, workflows formais de remediação e evidências automatizadas da capacidade real de recuperação.

A participação no MWC também ocorre em um momento de expansão internacional da empresa. Após abrir escritório nos Estados Unidos, a Fenix DFA já observa avanço na geração de oportunidades comerciais e no diálogo com seguradoras e integradores interessados em modelos de certificação de resiliência. Em 2025, a empresa iniciou operação em Portugal com foco no mercado europeu e, para 2026, trabalha na consolidação da presença na Espanha, França, Itália e outros mercados estratégicos, além de ampliar sua atuação na América Latina, com países como México e Chile no radar.

Para Paoleschi, eventos internacionais como o MWC cumprem papel estratégico na competitividade das empresas brasileiras. “Eles oferecem exposição a mercados mais maduros, acesso direto a tomadores de decisão e validação internacional da proposta de valor. A discussão global está migrando da prevenção para a capacidade comprovada de recuperação. Participar desse debate fortalece não apenas a Fenix DFA, mas também a percepção do Brasil como polo de inovação capaz de competir em nível global”, conclui.

Acompanhe todas as novidades do evento até a próxima quinta-feira, 5 de março, nas redes sociais da Softex e do Brasil IT+!

Por Karen Kornilovicz
Agência Softex

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