Evento discute tecnologia quântica no Brasil e no mundo

Com informações Vivian Mannheimer

 

Brasília, novembro de 2021. Nos dias 18 e 19 de novembro foi realizado o evento ‘Desafio Brasil Computação Quântica”, idealizado pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e Softex.

No primeira dia evento, o tema debatido foi “Comunicação e Redes Quânticas”, mediada pelo professor e pesquisador da Universidade Federal do Pará, Antônio Abelém. O colóquio contou com as presenças dos pesquisadores Armando Nolasco, do Instituto de Telecomunicações da Universidade de Aveiro; Guilherme Xavier, professor de engenharia elétrica da Universidade de Linköping ;  e Gustavo Wiederhecker, professor do Instituto de Física da Unicamp.

Para Abelém, “muitos pensam que a internet quântica vai substituir a atual, mas na verdade não é bem isso. A internet quântica vai habilitar algumas aplicações fora do alcance da internet clássica e a expectativa é que esse tipo de modalidade opere junto com a tradicional”.

O professor Guilherme Xavier, que trabalha na Suécia disse, por sua vez, que “um ótimo investimento seria pagar melhor os estudantes de pós-graduação. Na Europa, o salário na maioria dos lugares é competitivo, porque se o estudante não consegue manter o doutorado, ele acaba indo para indústria ou para outros lugares. Assim perdemos “massa crítica”, pontuou.

Para Wiederhecker, “a previsão de um computador quântico é para 2035. Esse vai ser o início de uma internet quântica e a gente precisa se preparar para isso. Cabe ressaltar que essa é uma decisão que o Brasil vai ter que tomar. A gente quer ser consumidor dessas tecnologias ou, como nas décadas de 70 e 80, participar de forma ativa?”

Todos os pesquisadores concordaram –  que do ponto de vista acadêmico –  de que o Brasil é muito desenvolvido, e conta com pesquisadores bastante qualificados. No entanto, um dos grandes desafios é manter os profissionais da área quântica trabalhando no país. A fuga de cérebros para o exterior é uma grande preocupação do campo.

No segundo dia do evento, a discussão teve o foco da informação quântica e contou com a mediação do pesquisador José Ferreira Rezende, professor da Coppe-UFRJ;  e dos pesquisadores Franklin Marquezino, também professor da UFRJ/Coppe;  e Marcelo Terra Cunha, da Unicamp.

De acordo com Marquezino, as primeiras aplicações estão sendo feitas na área de simulação de sistemas quânticos, química e ciência de materiais. Em um horizonte intermediário, espera-se usar as tecnologias quânticas para resolver problemas de otimização, como no campo das finanças e de aprendizagem de máquinas [machine learning] e, em um horizonte mais distante, a aposta é que seja possível realizar criptoanálises.

O professor da Unicamp Marcelo Terra Cunha lembrou que nos últimos anos os desenvolvimentos da computação quântica têm se acelerado. Em 2016, os olhos do mundo se voltaram para a computação quântica devido às iniciativas como a IBM Quantum Experience, a disponibilização de computadores quânticos na nuvem, possibilitando a experimentação de usuários. Além disso, a mesma empresa acaba de anunciar a criação de um processador quântico avançado, batizado de Eagle (águia, em inglês).

O pesquisador Armando Nolasco, da Universidade de Aveiro, citou o potencial das tecnologias quânticas para a segurança e privacidade da informação na área médica. Já o professor da Unicamp, Marcelo Terra Cunha, lembrou que o setor de certificação agrícola têm muito a ganhar com essas tecnologias, caso o produto a ser analisado esteja livre de contaminantes.

Nos dois dias de evento, pode-se perceber que o  cenário das tecnologias quânticas em geral é bastante promissor e caminha a passos largos. A transformação dessas tecnologias beneficiará a sociedade e em várias áreas do conhecimento.

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