A transição da conectividade para a inteligência conectada representa um avanço significativo, com múltiplos e profundos impactos, redefinindo inclusive a forma como os países constroem sua competitividade digital. A análise integra o artigo “Como a Inteligência Conectada vai Redefinir a Competitividade Digital dos Países”, da série Observando, publicada pelo Observatório Softex, unidade de pesquisa e inteligência estratégica da entidade e que tem entre seus objetivos apoiar a elaboração de políticas públicas para o setor de TICs.
Lançado hoje, 3 de março, em Barcelona, durante o Mobile World Congress (MWC), principal evento de conectividade do mundo, o trabalho aponta que a Inteligência Conectada não só amplia o acesso à rede, como também integra infraestrutura, dados e inteligência artificial em sistemas capazes de aprender, se adaptar e gerar valor estratégico.
O conceito de inteligência conectada é estruturado em camadas que evoluem da infraestrutura inteligente para a programável, detalha o levantamento. Redes deixam de ser canais passivos e passam a agir de forma cognitiva, interpretando informações e respondendo de maneira adaptativa às demandas sociais, econômicas e produtivas. Países que tratam a infraestrutura digital como política de Estado conseguem transformar conectividade em diferencial competitivo, com impactos diretos em eficiência, inovação e capacidade de resposta a crises.
Soberania digital e inteligência conectada
O estudo argumenta que a transformação digital entrou em uma nova etapa, na qual estratégias fragmentadas e respostas pontuais reduzem o potencial de crescimento e comprometem a soberania digital. Nesse contexto, as operadoras de telecomunicações passam a exercer um papel ampliado, deixando de atuar apenas como provedoras de conectividade para se tornarem plataformas de dados e inteligência artificial, capazes de viabilizar novos usos e impulsionar a competitividade nacional.
A análise destaca ainda que competitividade digital, autonomia estratégica e segurança nacional estão cada vez mais interligadas, especialmente diante das tensões globais relacionadas à dependência tecnológica, às cadeias de suprimentos digitais e à proteção de dados sensíveis, consolidando a infraestrutura digital como um ativo estratégico para definir o posicionamento dos países na economia digital.
Os exemplos de aplicação abrangem áreas como saúde digital, cidades inteligentes, Indústria 4.0 e educação conectada. Nesses contextos, a inteligência conectada contribui para ampliar a eficiência, reduzir vulnerabilidades e reforçar a autonomia nacional. O conteúdo destaca ainda que a coordenação entre diferentes atores é indispensável, reunindo governos, operadoras de telecomunicações, grandes empresas de tecnologia, startups, universidades e centros de pesquisa, cada um com papéis complementares na consolidação desse ecossistema.
O artigo também defende que a inteligência conectada deve ser tratada como um projeto de interesse nacional. Para isso, aponta a necessidade de uma estratégia integrada e de longo prazo, capaz de alinhar infraestrutura, regulação, desenvolvimento de ecossistemas e objetivos de soberania digital.
“O sucesso na superação deste desafio passa pela elaboração e implementação de uma estratégia integrada e de longo prazo que reúna e alinhe infraestrutura, regulação, ecossistemas e soberania digital”, explica Rayanny Nunes, Coordenadora de Inteligência e Design de Soluções da Softex.
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Por Mário Pereira
Agência Softex