Avaliar in loco a aderência de sua solução ao mercado chinês e iniciar contatos com possíveis parceiros locais são os principais objetivos da Lina no Soft Landing China 2026, em Shangai. Lina, a plataforma de inteligência artificial para destinos turísticos e eventos integra a iniciativa promovida pela Softex Global em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
A solução responde a dúvidas de visitantes em diferentes idiomas por canais como WhatsApp, web e avatar, sem exigir a instalação de um aplicativo. As interações são reunidas em um painel atualizado em tempo real, que permite aos gestores identificar necessidades e interesses do público e planejar ações de atendimento.
Segundo Maria Clara Castro Alves, representante internacional da Lina, a plataforma estreia nesta semana como concierge oficial do Congresso da Sociedade de Cardiologia do Rio Grande do Sul (SOCERGS), em Gramado, cidade onde também integra o Sandbox Municipal de Inovação, e já foi utilizada em grandes eventos e destinos no Brasil. A missão na China marca a entrada da solução na Ásia, em um processo de internacionalização que já levou a Lina a feiras como ITB Berlin, BTL Lisboa, WTM Africa, IMEX Frankfurt e SXSW.
Na China, a equipe busca entender de que forma o serviço oferecido pode atender, principalmente, aos visitantes estrangeiros. “Estar nesta missão tem sido extremamente importante, pois nos conectou com as pessoas certas em pouco tempo”, explica Maria Clara. Os encontros iniciaram conversas com possíveis parceiros dos setores de tecnologia e hospitalidade.
A entrada no mercado chinês, no entanto, exige adaptações. O uso do WeChat, os hábitos de consumo e as formas de interação locais demandam integrações específicas e conhecimento sobre o ambiente de negócios. A empresa também trabalha para compreender os modelos de atuação dos parceiros e as expectativas dos usuários.
A construção de confiança é outro ponto considerado pela Lina. “É uma cultura de relacionamento a longo prazo e que você vai nutrindo aos poucos”, observa Maria Clara. Segundo ela, conversas informais e refeições compartilhadas ajudam as duas partes a se conhecer e fazem parte do desenvolvimento das relações comerciais no país.
Missão segue com visitas técnicas
Após a viagem, a Lina pretende avançar nas reuniões já agendadas com possíveis parceiros, aprofundar o conhecimento sobre o mercado e avaliar modelos de cooperação que possam sustentar uma futura operação internacional.
Até 30 de setembro, a delegação brasileira participa de visitas técnicas e encontros com representantes do ecossistema chinês de inovação. Além da Lina, o grupo é integrado por Devint, Orange Testing, CWS Platform, Acquattec e SoftExpert.
A agenda inclui visitas à Plug and Play China, plataforma que conecta startups, empresas e investidores; à Shanghai Lingang Sci-Tech Investment, voltada a investimentos em tecnologia; e à região de Yuhang, em Hangzhou, que reúne polos de desenvolvimento tecnológico. Os encontros buscam aproximar as empresas brasileiras de possíveis parceiros e ampliar o conhecimento sobre as condições de atuação no mercado chinês.
Por Karen Kornilovicz
Agência Softex