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Orange Testing avalia China como base para expansão na Ásia

A China entrou no radar da Orange Testing como possível caminho para ampliar sua presença na Ásia. Desenvolvedora de uma plataforma que utiliza inteligência artificial para automatizar testes de aplicações web, móveis e APIs sem exigir programação, a empresa participa do Soft Landing China, iniciativa da Softex Global com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A missão marca uma nova frente em sua trajetória de internacionalização, iniciada há cerca de três anos, com iniciativas nos Estados Unidos e na Europa e clientes já ativos nesses mercados.

A agenda permitiu conhecer empresas, observar aplicações tecnológicas e estabelecer contatos com representantes não apenas da China, mas de outros países da Ásia e da Oceania. Para Leopoldo Fernandes Braga Neto, vice-presidente de parcerias e internacionalização da Orange Testing, a experiência também evidenciou a rapidez com que soluções chegam ao mercado. “A velocidade deles para dar o passo da evolução do P&D para o negócio é impressionante”, destaca.

As iniciativas apresentadas reuniam diferentes organizações em torno de objetivos comuns, com o compartilhamento de dados e serviços para melhorar a experiência da população. Entre os exemplos estavam soluções de mobilidade que integravam vários meios de transporte em um único sistema de bilhetagem. Na avaliação de Leopoldo Braga, essa capacidade de coordenação e de conciliação de interesses múltiplos traz importantes aprendizados para o Brasil.

O ambiente de inovação de Shangai ajuda a contextualizar essas conexões. Segundo o governo municipal, os gastos em P&D corresponderam a aproximadamente 4,5% do PIB da cidade em 2025. Outro balanço oficial, referente a 2024, registra mais de 25 mil empresas com certificação de alta tecnologia e cerca de US$ 73 bilhões em contratos de tecnologia. Os indicadores dimensionam a atividade de pesquisa e negócios tecnológicos no destino da missão.

China pode se tornar base para negócios na Ásia

A Orange Testing considera que uma eventual entrada no mercado chinês dependerá da compreensão da concorrência, das condições de infraestrutura e das diferenças culturais. A empresa estuda adaptar sua plataforma às necessidades de organizações locais e atender companhias chinesas com operações em outros países.

A construção de confiança será parte desse processo. “Você tem que apresentar sua solução e mostrar como você resolve”, diz Braga Neto. Demonstrar capacidade de entrega, conhecer os interlocutores e manter presença próxima são fatores considerados essenciais para desenvolver negócios no país.

Após a missão, a empresa pretende sistematizar os aprendizados e analisar a viabilidade de investir na China. O plano deverá considerar a formação de uma equipe com autonomia local e a continuidade dos contatos iniciados durante a agenda. A companhia também avalia utilizar o país como base para alcançar outros mercados da região, como Malásia e Tailândia.

Empresas de médio porte aparecem como possível público inicial, mas a Orange Testing ainda pretende aprofundar a análise dos setores com maior potencial. Finanças, varejo e saúde, áreas já atendidas pela plataforma, estão entre os segmentos em estudo.

A delegação brasileira reúne seis empresas: Orange Testing; CWS Platform, voltada ao comércio eletrônico entre empresas; Devint, especializada na análise de equipes de tecnologia; Acquattec, dedicada ao monitoramento participativo e à gestão ambiental; RCB Tech, desenvolvedora da plataforma de turismo Lina; e SoftExpert, fornecedora de software de gestão empresarial.

Por Karen Kornilovicz
Agência Softex