TIC traz mais conforto e segurança ao tratamento da saúde

Painel promovido pela Softex debate o uso da tecnologia da informação nos serviços básicos de atendimento ao cidadão.

As grandes transformações provocadas pelo uso da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) na medicina sinalizam o avanço e retomam o debate em torno da capacidade das máquinas substituírem a presença e o calor humano. O assunto foi debatido ontem no painel Pessoas ou Pacientes? realizado pela Softex no encerramento do Rio Info 2015.

Os especialistas presentes ao debate são unânimes em concordar que a TIC já se consolidou como um importante aliado da medicina na sua relação com as pessoas. Graças a ela, consultas ou mesmo tratamentos hospitalares podem ser feitos com a ajuda do computador ou dispositivos móveis, no conforto da casa mesmo. O usuário do complexo Sistema Único de Saúde (SUS) já pode ter todos os dados do seu cartão de saúde disponíveis em um aplicativo de celular.

“A grande questão que se coloca hoje é a de como fazer com que o abraço virtual seja realmente um abraço. Como trazer a emoção com um clique é o grande desafio que se discute neste momento”, diz Virgínia Duarte, gerente da área de Inteligência da Softex, que coordenou o painel.

Ela opina que o médico, o hospital e o consultório não perdem a sua importância com o novo modelo, mas ganham novas ferramentas para oferecer ao paciente mais tempo e dedicação do que a simples presença física em uma única consulta. “O hospital deixa de ser o local privilegiado de atendimento, muda o espaço da saúde e ganha relevância o que acontece entre uma consulta e outra”, observa.

O novo modo de cuidar da saúde transforma também a estrutura física dos hospitais.  A casa passa a ser um local central no cuidado da saúde. Mas como a casa não é um hospital, novas máquinas passam a ser exigidas. “Serão necessários – e já estão sendo pensados – equipamentos muito diferentes do que a gente conhece hoje dentro de um hospital. São equipamentos leves e de multiuso, reprogramáveis e com capacidade de, a todo instante, ser modificado, dando a possiblidade de monitoramentos diferentes com o mesmo equipamento”.

Virgínia cita como exemplo da nova tendência o uso da internet das coisas e a proliferação de sensores que podem ser, inclusive, injetáveis, implantáveis ou digeríveis. “Esses dispositivos serão capazes de enviar dados, realizar ações programadas e ser reprogramados à distância”.

O recém-lançado cartão SUS Digital mostra que a medicina virtual favorece também as políticas públicas de saúde. Lançado no dia 28 de agosto, o aplicativo para smartphone já se tornou o produto mais buscado do google play. Com vinte dias de funcionamento, havia alcançado 80 mil acessos.

“A conectividade hoje não é mais um desafio. É uma realidade com a qual todas as classes sociais convivem. O usuário do SUS não só tem acesso a este tipo de aplicativo como está ávido por mecanismos que desburocratizem a sua vida no SUS”, garante o diretor do DATASUS, Giliate Coelho Neto. Ele ressalta que políticas de subsídios para o setor de smartphone contribuíram para que haja atualmente 250 milhões de aparelhos celulares no país, dos quais 70% são smartphones.

Com o Cartão SUS Digital, o cidadão pode, por exemplo, acompanhar o controle da pressão e medição de glicemia. Ao preencher as informações, a ferramenta mostra, com auxílio de gráficos, os últimos registros de pressão máxima e mínima e a evolução das taxas de glicemia. Ele também pode indicar se possui alergias, informar se faz uso contínuo de medicamentos, adicionar contatos de emergência e compartilhar as informações com médicos por quem estejam sendo acompanhados.

A partir de março de 2016, o usuário poderá também marcar consultas e avaliar os serviços prestados. O ministério da Saúde estuda formas seguras de tornar disponíveis os dados da saúde. “O nosso desafio é conseguir disponibilizar informações para que elas tenham valor de uso para profissionais de saúde e usuários do SUS. O nosso objetivo é que essas informações possam salvar vidas. Ao mesmo tempo elas precisam ser disponibilizadas de maneira segura para que esses dados em hipótese alguma sejam acessados de forma indevida”, pondera Coelho Neto.

Outra novidade do Ministério da Saúde é o lançamento de uma plataforma do tipo SOA que irá permitir que empresas do setor de TI conectem com a plataforma compartilhando dados e serviços.

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