A SoftExpert passou a avaliar a China como uma possível frente de expansão internacional após integrar a delegação brasileira do Soft Landing China. A iniciativa, promovida em parceria pela Softex Global com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) entre os dias 22 e 30 de outubro, permitiu à companhia conhecer o ambiente de negócios local, estabelecer contatos e analisar oportunidades e desafios para uma futura atuação no país.
Presente em mais de 50 países, a SoftExpert possui 14 unidades próprias e uma rede internacional de parceiros. A companhia desenvolve softwares de gestão para automação de processos, qualidade, riscos, conformidade, governança e desempenho organizacional. Atende setores regulados, como ciências da vida, serviços financeiros, indústria automotiva, governo, alimentos, manufatura, energia e saúde. No primeiro semestre de 2026, registrou faturamento de R$ 124,3 milhões e projeta encerrar o ano com crescimento de 20%.
De acordo com Rodrigo Albuquerque, gerente regional da SoftExpert para a Ásia-Pacífico (APAC), a participação na missão está ligada aos planos de expansão global da companhia. “O que nos motivou foi entender melhor como a China pode entrar em nosso plano de expansão global. Sempre vimos o país como um grande mercado consumidor de software, mas precisávamos compreender melhor esse mercado e identificar pessoas e empresas que pudessem nos apoiar nesse processo”, explica.
Ao longo da programação, a SoftExpert participou de encontros com empresas, instituições e especialistas, além de atividades sobre o ecossistema de inovação e o ambiente de negócios chinês. Entre os desafios identificados estão a concorrência, as diferenças culturais nas relações comerciais e as particularidades regulatórias e de acesso ao mercado.
A missão também mostrou oportunidades que vão além da venda de software na China. A companhia avalia utilizar suas soluções para apoiar empresas chinesas em processos de internacionalização. “Ferramentas como a nossa podem facilitar a entrada dessas empresas no Brasil, na América do Sul e também na Europa. É uma oportunidade que podemos estudar para entender como entregar esse valor ao mercado chinês”, afirma Albuquerque.
As discussões sobre questões jurídicas e regulatórias reforçaram a necessidade de planejamento de longo prazo. Contratação de profissionais e serviços, propriedade intelectual e estruturação da operação estão entre os temas que precisam ser analisados de forma integrada. “O caminho para a China é longo. Não é algo que acontece em um, dois ou três meses. Demanda tempo, dedicação e cuidado para colocar todas as peças no lugar e garantir que a operação possa funcionar”, ressalta.
Os próximos passos serão aprofundar os contatos iniciados durante o Soft Landing China, avaliar possíveis parceiros e estudar modelos de entrada no país. Rodrigo Albuquerque também destacou a importância de programas que permitam às empresas brasileiras conhecer outros ecossistemas. “Iniciativas como esta são fundamentais para abrir os olhos das empresas brasileiras que querem expandir. É uma experiência reveladora sobre o que está acontecendo na China e sobre o que podemos fazer para acompanhar esse crescimento e esse desenvolvimento”, conclui.
Integram a delegação brasileira a Orange Testing, plataforma que utiliza inteligência artificial para automatizar testes de aplicações web, móveis e APIs sem exigir programação; a CWS Platform, voltada ao comércio eletrônico entre empresas; a Devint, especializada na análise de equipes de tecnologia; a Acquattec, dedicada ao monitoramento participativo e à gestão ambiental; a RCB Tech, desenvolvedora da plataforma de turismo Lina; e a SoftExpert, fornecedora de software de gestão empresarial.
Por Karen Kornilovicz
Agência Softex