Criada em 2019, a startup de consultoria em TI Data Machina trabalha, como o próprio nome sugere, como uma poderosa máquina de dados.

Ivo Pons, sócio-fundador da startup, foi um dos palestrantes do Fórum IA², realizado durante o Softex Experience, e destacou a importância e o sucesso de iniciativas de inovação aberta realizadas em parceria com clientes como a MRS Logística.

“Inicialmente, pensamos em focar nossas atividades em serviços públicos e como avançar na digitalização e na integração dessas atividades com dados das cidades e na experiência dos usuários. Isso nos ajudou a direcionar o trabalho, formar equipes e ir, gradativamente, construindo um percurso. Mas a pandemia nos fez ajudar o rumo para além dos serviços públicos, pois percebemos que havia uma demanda muito maior das empresas não nativas digitais que estavam em processo de digitalização e para as quais a inovação aberta poderia ser um caminho”, disse Pons.

Durante o processo de aceleração e acesso ao mercado dentro do Programa IA² MCTI, houve muitas oportunidades de conexão capazes de trazer um impacto real tanto para o setor como para o país. Nessa jornada, a Data Machina se uniu à aceleradora E-volve e também com o CPQD, um dos maiores centros de pesquisa e desenvolvimento da América Latina. “A relação aberta e franca com a equipe, o apoio no entendimento das questões administrativas e as conexões fomentadas foram fundamentais em nosso processo de desenvolvimento”, relembrou Ivo Pons.

Três anos após a sua fundação, a Data Machina está relacionada entre as Top10 citytechs do 100 Open Startups do país. “Fechamos grandes parcerias, o que eu considero o ponto alto do Programa IA² MCTI, pois conectou efetivamente todos os envolvidos, além de reduzir o risco de ambos os lados, facilitando a adoção de novas tecnologias”, concluiu Pons.

Em parceria com a empresa Neoenergia, a Pix Force, startup acelerada no Programa IA² MCTI, criou um sistema para identificação de furto de energia em áreas rurais a partir de software de inteligência artificial. O projeto, detalhado no Forum IA2 durante o Softex Experience, foi iniciado em setembro de 2021 e visa identificar áreas de desvio de energia no Oeste da Bahia.

Empregando câmeras e drones de última geração, a empresa de tecnologia utilizou o processamento automático de imagens de satélite para ajudar a Neoenergia a solucionar o problema o furto de energia elétrica, conhecido popularmente como “gato”.

Com o cruzamento de dados de imagens captadas por câmeras, o sistema inteligente consegue ranquear as unidades consumidoras com maior probabilidade de fralde. “A Pix Force criou uma rede neural que busca dados de diversos lugares”, disse Pedro Pascoal, que é o Product Owner da empresa. “Por meio das imagens, conseguimos apontar onde existe maior possibilidade de fraude na rede elétrica”, explica Pascoal.

Desta forma, a Pix Force tem conseguido mapear as regiões com possíveis furtos de energia e assim, notificar a Neoenergia para verificar o problema nos locais indicados. Pascoal comentou que através “da inteligência artificial há uma precisão maior na busca de fraudes”, o que facilita para a empresa de energia na verificação dos furtos. A expectativa do projeto é contribuir para a redução dos custos da empresa com os furtos de energia.

Na visão da Neoenergia, é esperado que o projeto com a Pix Force seja capaz de “incorporar neste contexto de transformação digital para a detecção da perda de energia de forma mais assertiva e mais escalável”, afirma Bruno Melchior, gerente de inovação corporativa da empresa.

Melchior acredita que com a tecnologia que utiliza imagens de satélites, a Neoenergia tem “a possibilidade de explorar campos mais distantes, justamente para agregar energia em volume considerável”.

Do mesmo modo, Daniel Moura, CEO da Pix Force, acena de forma muito positiva sobre a relevância do projeto com a Neoenergia. Moura pontua que esse problema acarreta maiores custos para o consumidor que acaba pagando mais caro. “Ao identificar os principais pontos de furto de energia, o resultado disso pode reduzir o custo da conta de energia para a população”, afirma o CEO.

O projeto iniciado pela Pix Force foi aprovado em setembro de 2021 e está em fase final de execução.

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e a Softex renovaram o convênio do Projeto Setorial Brasil IT+, o maior e mais abrangente plano de internacionalização competitiva de empresas desenvolvedoras de software e prestadoras de serviços já implementado no país.

Nesse painel especial no Softex Experience, Eros Silva, da ApexBrasil; Rogério Godoy, Head de Marketing na SenhaSegura; e Leandro Coletti, vice-presidente de vendas da Rocket.Chat, conversaram com Jéssica Dias, da Softex, sobre os muitos caminhos e as múltiplas possibilidades para a realização de um projeto de internacionalização de sucesso.

Coletti, da Rocket.Chat, plataforma de comunicação empresarial que hoje conta com mais de 12 milhões de usuários em 150 países, lembrou que uma ação da Softex realizada por ocasião da Copa do Mundo no Brasil, em 2014, permitiu contatos que até hoje são importantes comercialmente para a empresa. “É fundamental que o empresário brasileiro pense global e busque entender o país com o qual quer fazer negócio”, recomendou.

“A empresa precisa ter clareza do seu potencial e de suas limitações”, alertou Rogério Godoy, Head de Marketing na SenhaSegura, ressaltando que no início do processo de sua internacionalização usou uma rede de distribuidores. “Nosso foco inicial foi a quantidade e hoje já podemos buscar mais qualidade”, comentou, acrescentando que a empresa está hoje presente em mais de 45 países em cinco continentes.

Ao longo dos próximos dois anos, o Projeto Setorial Brasil IT+ investirá R$ 20 milhões em ações de promoção comercial no exterior. Os mercados-alvos prioritários do projeto são Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Portugal, Espanha, Colômbia e Chile.

 

 

Até 2026, segundo o estudo 2021 global report: The state of new-business Building, da McKinsey, CEOs de grandes empresas preveem que metade de suas receitas virá de produtos, serviços ou negócios que ainda não foram criados.

É aí que entram as Corporate Venture Building (CVB), que aproveitam os melhores recursos da própria organização, de parceiros e do universo das startups para gerar novos empreendimentos e negócios para uma empresa já estabelecida.

O painel sobre Inovação Aberta do Softex Experience, que teve a participação de Greyce Franzmann, líder de gerenciamento de mudanças em projetos da Vale, teve por objetivo analisar os modelos de relacionamento entre corporações e de que forma as CVBs estão impactando o ecossistema de inovação nacional.

Na oportunidade, Greyce Franzmann apresentou dados que apoiam a visão do CVB como uma solução efetiva para inovação disruptiva. Startups criadas por corporações têm 62 vezes mais chances de se tornarem negócios em larga escala – com faturamento acima de US$ 100 milhões – em relação às startups tradicionais e 80% das dez maiores empresas do mundo são venture builders em série.

É importante ressaltar que o trabalho de criação de uma startup feito por meio de uma CVB difere do processo de incubadoras e aceleradoras.  Enquanto as incubadoras funcionam como um ambiente para que startups possam nascer e se desenvolver e as aceleradoras intensificam o seu desenvolvimento, uma CVB coloca a mão na massa entregando ao cliente a startup pronta em troca de participação acionária.

Hoje, o Brasil domina o ecossistema latino-americano de startups possuindo mais de 17 mil empresas de base tecnológica de acordo com um levantamento da Sling Hub.

Para Greyce, a relação entre as CVBs e os ecossistemas de inovação passa pela adoção de um mindset empreendedor, “que permite alimentar o crescimento da empresa, estimular a mudança, garantir a melhoria contínua, aumentar o pool de ideias e identificar novas áreas para inovação, aumentar a diversidade, ajudar a empresa a se destacar e a se tornar mais adaptável, atraindo e colaborando para reter melhores talentos”.

 

 

A ABDI e a Softex anunciaram o lançamento do diagnóstico do Programa VIAS – Vetor de Inovação Aberta com Startups, plataforma que instrumentaliza empresas e startups para impulsionarem seu relacionamento na inovação aberta. O Programa é parte da estratégia ABDI Open, jornada de difusão e adoção de tecnologias da ABDI, utilizando a conexão com startups como vetor de transformação.

O diagnóstico foi apresentado em primeira mão no evento Softex Experience, que aconteceu em São Paulo no último dia 17 de maio. Chamado VIAS scan, esta primeira fase do programa tem como objetivo identificar o nível de maturidade do relacionamento entre empresas e startups por meio de um diagnóstico.

“O VIAS scan é uma abordagem inédita no país e incorpora as melhores práticas, nacionais e internacionais, do relacionamento entre empresas e startups, que funciona como um roadmap para as empresas respondentes. É uma ferramenta com uma inteligência robusta, que oferece o resultado situacional da empresa na sua estratégia de inovação aberta com startups, mas com uma experiência de usuário leve e dinâmica”, afirmou Bruno Jorge, Gerente da Unidade de Difusão de Tecnologias da ABDI.

Abrangendo desde corporações que já praticam inovação aberta com startups até empresas sem nenhuma experiência, além de startups em diferentes níveis de maturidade, com metodologia exclusiva, o VIAS scan realiza um diagnóstico em seis dimensões identificadas como fundamentais: pessoas, cultura, estratégia, ecossistema, conexão e processos. O resultado apresenta, ainda, um gráfico radar com detalhes do estágio de prontidão e como ele pode ser aprimorado, além de recomendações das melhores práticas e casos de sucesso.

“A maturidade dos relacionamentos entre startups e corporações considera elementos importantes em seu contexto e serve de guia para a estratégia a ser implementada. Realizamos diversos laboratórios ao longo do processo de desenvolvimento da plataforma. A grande questão sobre inovação aberta hoje é como fazer. E é aí que o VIAS se diferencia, atuando como uma conexão entre a empresa e a startup, trabalhando o gargalo do relacionamento, alinhando expectativas e ajudando ambas as partes a entenderem o ritmo da jornada para a parceria dar certo”, explicou Diônes Lima, vice-presidente executivo da Softex.

Outras duas fases completam o Programa VIAS e dão suporte às empresas que desejem aprofundar seu relacionamento: o VIAS teia – direcionamento para conexões com o ecossistema de inovação capaz de impulsionar empresas e startups para um melhor relacionamento em inovação aberta, e o VIAS verso – trilhas de conteúdo em uma plataforma EAD, para que empresas e startups avancem na maturidade de seus relacionamentos, por meio de um compilado de boas práticas, conteúdos sobre conexão e tecnologias da indústria 4.0, tendências, casos de sucesso, entre outros. Estas duas fases estarão disponíveis em breve na plataforma VIAS.

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CHAMADA PARA AUDITOR DAS AVALIAÇÕES DO PROGRAMA MPSBR

A Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro – Softex, no âmbito do Programa ade Melhoria do Processo de Software Brasileiro – MPSBR convida os integrantes das Instituições Autorizadas dos modelos MPS, credenciadas à Softex, para submissão de inscrição para auditor das avaliações MPSBR nos Modelos MPS-SW e MPS-SV.

1.     Objeto

1.1 Esta chamada tem por objeto selecionar avaliadores habilitados vinculados às instituições autorizadas do Programa MPSBR para compor o quadro de auditores das avaliações MPSBR, com vistas a garantir a qualidade da avaliação de modelos MPS realizada nas empresas.

2. Da Participação

2.1 Poderão participar desta Chamada avaliadores líderes – intermediário ou experiente – habilitados e vinculados às instituições autorizadas dos modelos MPS que atendam integralmente às exigências constantes nos Critérios de Habilitação.

2.2 A participação do avaliador deve ser encaminhada à Softex, exclusivamente via Internet, por intermédio do formulário de candidatura.

3. Da Habilitação

3.1 Será analisada a condição do avaliador de acordo com os dados informados em sua inscrição e seu registro na Softex, que atendam integralmente às exigências constantes nos Critérios de Habilitação.

CRITÉRIOS DE HABILITAÇÃO
  • Ser avaliador líder – intermediário ou experiente – nos modelos solicitados;
  • Não haver pendência na condição de avaliador MPS
  • Ter feito pelo menos 4 (quatro) avaliações como avaliador líder nos últimos 36 (trinta e seis) meses, em quaisquer modelos – MPS-SW e/ou MPS-SV;
  • Ter indicação positiva da auditoria das suas últimas 3 (três) avaliações.

3.2 Serão analisados os documentos de identificação apresentados para habilitação: CNH/RG/CPF e o NIT Registro no INSS e/ou PIS ou comprovante de recolhimento do INSS  (se houver).

3.3 Os candidatos habilitados firmarão o termo de compromisso com a validade dos critérios de habilitação para a manutenção no quadro de instrutores de cursos MPS e ciência dos requisitos estabelecidos.

4.     Das Atribuições

4.1       As atribuições do auditor são:

  1. Analisar a documentação da avaliação inicial e da avaliação final;
  2. Elaborar o parecer da auditoria da avaliação inicial e da avaliação final
    1. Enviar o parecer da auditoria da avaliação inicial e da avaliação final à Softex;
    2. Enviar o parecer da auditoria ao avaliador líder e ao coordenador da IA;
  3. Reunir-se com o avaliador líder para esclarecimentos, caso o parecer seja NÃO APROVADO, isto é, quando existirem ressalvas com relação ao resultado da avaliação final;
  4. Participar de reunião de auditoria presencial, quando necessário.

4.2 O auditor é designado pela Softex para a garantia da qualidade de uma avaliação quando esta é autorizada para iniciar, considerando o auditor que não tenha realizado avaliação ou implementação na empresa nos 2 (dois) anos anteriores.

5.     Das Vagas

5.1 O quadro de auditores é composto por 10 (dez) vagas e seguirá a ordem cronológica de recebimento das inscrições, que define a escala das indicações.

5.2 Os candidatos devem informar no momento da inscrição de quais modelos – MPS-SW e/ou MPS-SV – há interesse em ser auditor. 

5.3 Caso o número de inscrições de candidatos considerados habilitados ultrapasse o número de vagas para a composição do quadro, será respeitada a ordem cronológica de recebimento das inscrições e a opção por um modelo, caso o candidato tenha optado pelos dois.

6.     Recursos Financeiros

6.1 O valor da inscrição é de R$ 150,00 (cento e cinquenta reais) e deverá ser repassado por depósito na conta:

Banco do Brasil

Ag: 0052-3

C/c: 112765-9

CNPJ: 01.679.152/0001-25

6.2 A remuneração do auditor será feita por meio do Recibo de Pagamento a Autônomo (RPA), incidindo as obrigações tributárias e contributivas, equivalente a taxa estabelecida conforme o nível avaliado.

6.3 O RPA deve ser emitido após a finalização do processo de avaliação do modelo MPS.

7. Das Disposições Gerais 

7.1 O prazo de validade das inscrições é de 36 (trinta e seis) meses ou enquanto forem observados os critérios de habilitação. 

7.2 A inscrição do candidato implicará o conhecimento destas normas e o compromisso de cumpri-las. 

7.3 É de inteira responsabilidade do candidato cumprir as atribuições previstas na avaliação que lhe foi designada. Caso não haja disponibilidade na ocasião da oferta, deve ser informado para que a oportunidade seja passada para o próximo do quadro.

7.4 O auditor poderá ser desligado, a qualquer tempo, por solicitação, por descumprimento da função ou por questão administrativa. 

7.5 A remuneração somente será repassada por ocasião da oferta e realização da atividade. Caso não haja oferta, ou o candidato não esteja disponível para realizá-la, não haverá remuneração.

7.6 Dúvidas sobre esta chamada poderão ser encaminhadas para o e-mail da coordenação: [email protected] 

7.7 Os casos omissos serão resolvidos pela Qualidade Softex. 

 

Brasília, 08 de abril de 2022